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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Entrevista com professora-tutora Cínthia Annie de Paula Ferreira

Blog de História de Cantagalo entrevista: Cínthia Ferreira
contato: cinthiarural@yahoo.com.br

Blog: Conte um pouco da sua trajetória acadêmica.


Cínthia: Interessada no curso de Direito, marquei a opção por História apenas na UFRRJ que naquele momento era o curso ofertado que mais dialogava com o que me interessava. Em 2006, enquanto aguardava o resultado do vestibular nas demais Universidades, fiz a matrícula em História na UFRRJ. No primeiro período cursei uma disciplina chamada “Teoria da História” com a profa. Adriana Barreto de Souza e, depois de meses tentando me adaptar a exigência de leitura e me apaixonando pelo universo que o curso e a Universidade me proporcionavam, decidi seguir a profissão. Ainda na graduação, cursando Antropologia Social no terceiro período, entre  2007 e o início de 2008, disciplina ministrada pela profa. Caetana Maria Damasceno, minha paixão aumentou e desenvolvi um grande interesse pela Antropologia e sua relação com a História. Foi quando ingressei no grupo de pesquisa, “Do dom ao voto: representação política em um município da Baixada Fluminense/ RJ”, coordenado pela profa. Caetana. Em 2009 fui contemplada com uma bolsa de Iniciação Científica financiada pelo CNPq até a entrega da monografia em julho de 2010, através do projeto “O espírito do Dom: família e poder local em um município da baixada fluminense/RJ”. No seio destes projetos e deste grupo de pesquisa desenvolvi a minha monografia “Caminhos e memórias: uma análise antropológica de uma trajetória política”. Como desdobramento da pesquisa e buscando ampliar as discussões levantadas na monografia, em 2011, produzi o projeto “"Caminhos e memórias: o 'espírito do Dom' e a construção de carreiras políticas”, ambos sob orientação da profa. Caetana Damasceno, com o qual ingressei no mestrado pela mesma Universidade. Defendi a dissertação em março de 2014.
blog: Desde quando você atua no Polo Cantagalo, e quais as disciplinas você atua no momento?
Cínthia: Ingressei no CEDERJ em setembro de 2012, atuando como tutora presencial no Polo Cantagalo nas disciplinas História da América I (3º período) e História da América II (4º período). No segundo semestre de 2013, acrescentei à minha grade a disciplina História Moderna I e foi quando recebi o convite  para dividir a coordenação do curso no Polo com a prof. Airan Borges. No segundo semestre de 2014, migrei para as disciplinas História e Documento (1º período) e Historiografia Contemporânea (4º período), com as quais trabalho atualmente.

blog: Você está apenas iniciando sua atuação na modalidade semi-presencial, correto? O que está achando dessa modalidade de ensino?
Cínthia: Sim, estou apenas iniciando. Em setembro de 2015 completarei 3 anos.  Acredito que a docência e a modalidade semi-presencial são experiências que têm tanto a oferecer que mesmo no caso de 20 anos de atuação, eu diria “estou apenas começando”. O contato com a modalidade semi-presencial e com o CEDERJ se deu em um momento específico da minha vida. Quando morava no RJ, eu não conhecia este universo que já ganha corpo no nosso país há tanto tempo. Depois de um ano morando em Sto Antônio de Pádua fui apresentada ao CEDERJ e confesso que a explicação que ouvi de amigos que atuavam não dava conta de explicar a dimensão, importância e possibilidades que a presença da Universidade no interior pode garantir aos municípios, alunos, dentre outros. Como é o caso do resgate documental que tem sido feito pelo Centro de Memória Pesquisa e Documentação em Cantagalo. 







Entrevista com professora-tutora Michelle Samuel da Silva

Blog de História de Cantagalo entrevista: Michelle Silva

blog: Fale um pouco sobre a sua formação.

Michelle: Iniciei minha graduação em História (Licenciatura e Bacharelado) pela Universidade Gama Filho em 2007. Em 2010 conclui a licenciatura e 2012 o bacharelado. Ainda na graduação participei como bolsista de iniciação científica do projeto de pesquisa intitulado “Modos de Governar, Modos de Governo: o Governo-Geral do Estado do Brasil entre a conservação da conquista e a manutenção do negócio” e do projeto de Extensão “UGF em Ação” com o objetivo de promoção cultural e educacional no bairro de Piedade e seu entorno, e das escolas municipais, estaduais e privadas da região. Terminei a Pós Graduação (latu sensu) em História do Brasil pela Universidade Católica de Petrópolis. Atualmente, estou concluindo o Mestrado em História pelo Programa de Pós Graduação em História Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. No mestrado estudo a administração do vice-rei Vasco Mascarenhas (10 Conde de Óbidos) na América Portuguesa, especificamente do conflito entre governo geral e governadores das capitanias de Pernambuco e Rio de Janeiro de (1663-1667).


blog: Desde quando você atua no Polo Cantagalo, e quais as disciplinas você atua no momento?


Michelle: Iniciei no polo Cantagalo desde setembro de 2013 atuando nas disciplinas “História do Brasil II”, “Metodologia do Ensino de História” e “Seminário de Pesquisa em Ensino de História I”. Desde junho de 2014 atuo também como Coordenadora do curso de História no Polo Cantagalo.


blog: Você está apenas iniciando sua atuação na modalidade semi-presencial, correto? O que está achando dessa modalidade de ensino?


Michelle: Sim. O ensino semi-presencial continua em expansão no Brasil, permitindo que muitos estudantes ingressem no ensino superior. É a modalidade de aprendizagem em que educadores e os aprendizes interagem entre si, sem necessariamente estarem no mesmo lugar, pois o conhecimento chega ao aluno pela utilização didática de tecnologias, principalmente pela internet.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014



   
Na última terça-feira, 12/08/2014, o trabalho que tem sido realizado pelo Centro de Memória, Pesquisa e Documentação de Cantagalo foi divulgado pelo programa "Em Debate", transmitido pela emissora local "TV.com". É possível acompanhar um pouco da história deste trabalho que já vem dando muitos frutos. Ademais, tais documentos até então "intocados" possibilitam novas discussões sobre temas bastante discutidos pela historiografia.

O vídeo pode ser conferido abaixo:




sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Entrevista com a coordenadora Profa. Dra. Mariana Muaze



Blog de História de Cantagalo entrevista: Mariana Muaze

Blog: Fale um pouco sobre sua trajetória acadêmica.           

Mariana: Eu me graduei em História na Universidade Federal Fluminense (UFF) em Niterói. Me formei em 1994 e, logo, depois ganhei uma bolsa de aperfeiçoamento na Casa de Oswaldo Cruz da FIOCRUZ e comecei a dar aula no ensino médio e fundamental. Estas duas experiências foram muito importantes para a minha formação profissional. Eu sempre procurei manter minhas atividades de ensino e pesquisa concomitantemente, pois acredito que elas se completam. Na FIOCRUZ, fiz uma pesquisa sobre tradições de uso de plantas medicinais nas populações ribeirinhas da Amazônia com o prof. Fernando Dumas. Foram três anos de muito aprendizado. Fiz uma viagem com uma equipe multidisciplinar pelos rios Acre e Purus fazendo um trabalho de História Oral. Como resultado, publicamos um livro juntos que se chama "Tradições em Movimento" (esse vocês tem no polo).
Em 1997, entrei no mestrado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Na época, procurei a PUC porque tinha uma ênfase maior nas disciplinas de teoria da história e eu achava que seria importante para a minha formação. Peguei o início do mestrado com curta duração. Fiz em dois anos e meio. Falo isso, porque houve um tempo em que o mestrado era em quatro anos e o doutorado em seis. Minha dissertação foi sobre infância no Império e se chamou " A descoberta da infância: a construção de um habitus civilizado na boa sociedade imperial". Eu queria discutir como a infância pertencente `as famílias mais abastadas do Império passou a ter sua educação e instrução valorizadas após a consolidação  do estado Imperial, em 1840. Cresceram os cuidados com a higiene e o corpo, instrução, letramento, refinamento e etiqueta,objetos de consumo, etc. Tudo isso impulsionado por um discurso médico-científico, mas também por uma necessidade de melhor formar os futuros cidadãos da boa sociedade imperial. Minhas principais fontes de pesquisa foram: manuais de etiqueta, jornais e revistas femininas e voltadas para a família, livros de bom comportamento, manuais de educação infantil e literatura de fundo pedagógico.
Defendi o mestrado em 1999 e continuei dando aula e trabalhando com pesquisas esporádicas por contrato. Em 2002, fui aprovada no doutorado na UFF com um projeto sobre família no Império. Esta tinha sido uma sugestão do prof. Ilmar Mattos, quando eu estava no mestrado e, desde então, passei a considerar esse tema correlato ao que vinha pesquisando para o doutorado. Minha intenção era trabalhar com fotografias de família, muito influenciada pelas pesquisas da prof. Ana Maria Mauad, que foi minha orientadora no doutorado. No meu primeiro projeto, eu iria trabalhar com três coleções familiares: Benjamin Constant, família Imperial e Ribeiro de Avellar. A ideia era pegar diferentes setores da boa sociedade e trabalhá-los. Quando comecei a levantar os documentos da família Ribeiro de Avellar, me deparei com uma multiplicidade de documentos privados que não pude desprezar. Conversei com a minha orientadora e refiz meu projeto para uma pesquisa sobre micro História com base na documentação da família Ribeiro de Avellar. Conclui o doutorado com a tese " O Império do Retrato": família, riqueza e representação social no Brasil Oitocentista (1840-1889)". O legal é que com esta tese ganhei dois prêmios em 2007: menção honrosa no Prêmio Jorge Zahar de Pesquisa e  terceiro lugar no Prêmio Arquivo Nacional. Como resultado o trabalho foi publicado em 2008, pela Zahar, com o nome de " As Memórias da Viscondessa: família e riqueza no Império". Em 2009, entrei para a UNIRIO para a área de metodologia do ensino da História e comecei a coordenar o curso de Licenciatura em História EAD da UNIRIO, o que me dá um grande prazer. O bom é que conseguimos um excelente comprometimento do corpo docente para o projeto e, aos poucos, estamos conseguindo estruturar o curso. Ainda não é o que julgamos ser o ideal, mas estamos trabalhando para isso. 

Blog: Como coordenadora do curso, você possui muitas responsabilidades. Que tal explicar para os alunos um pouco do seu trabalho?

Mariana: Para começar digo que não faço nada sozinha. Primeiro porque acredito que trabalhar em equipe é bem melhor e mais eficiente. Conto com a ajuda do prof. Marcelo Magalhães, prof. Gilmar Oliveira e das minhas três fadas madrinhas: Sonia, Carmem e Graziela. Sem essas pessoas, não daria certo. Além disso, os tutores coordenadores são figuras fundamentais em vários sentidos. Isso para falar das pessoas que tenho contato mais direto, mas minha equipe de tutores presenciais, tutores a distância e coordenadores são fundamentais para o meu trabalho. Estamos numa rede e todas as pontas devem funcionar bem.
As responsabilidades da coordenadora de curso são muitas: zelar por toda a documentação dos alunos e professores exigida pelo MEC, participar das reuniões com o CEDERJ e mediar decisões com o mesmo, fazer banca de seleção de tutores, coordenadores de disciplina e conteudistas, cuidar dos sistemas de notas SIE (UNIRIO) e INFOAC (CEDERJ), participar da Câmara técnica de EAD da UNIRIO e de todos os foruns de discussão de EAD na universidade, participar da plataforma SISUAB e do forum dos coordenadores de cursos de História EAD da UAB em Brasília, cuidar da qualidade pedagógica do curso, e outras coisas mais que nós só vamos descobrindo na prática.

Blog: A senhora participou da redação de algum módulo? Como foi essa experiência?

Mariana: Escrevi sim o módulo de Império com os profs. Ricardo Salles, João E. Filho e Kaori Kodama. A experiência foi maravilhosa e fiquei bastante satisfeita com o trabalho. Mandávamos as aulas uns para os outros para que houvesse uma unidade no material, acho que isso funcionou bem. Além disso, conheço e admiro o trabalho das pessoas com quem escrevi e isso ajuda muito.         

Blog: Recentemente, em julho de 2012, você esteve na aula inaugural do Polo Cantagalo, e disse que esse Polo era especial para o curso de História semipresencial da UNIRIO. Como é um evento voltado para os calouros, a maioria dos alunos veteranos, infelizmente, não esteve presente naquele momento. Então que tal falar um pouco novamente sobre isso?           

Mariana: Gosto muito de vir a este polo, como ele é o mais longe, é perceptível que a maioria dos alunos é da região. Isso é bastante interessante, pois os alunos têm como característica querer saber mais sobre a história regional. Não é de hoje que me perguntam sobre pesquisa, centro de memória, monografia, etc. O próprio Centro de memória é um movimento pioneiro do curso de Cantagalo. Estamos tentando levar para os outros polos e fazer com que a própria UNIRIO encampe a proposta, é difícil mas está entre nossas metas que, na ponta, é uma forma muito interessante de unir ensino, pesquisa e extensão. Já estamos fazendo isso em Duque de Caxias com uma parceria com o Museu Nacional e em Piraí com o Arquivo Municipal de Piraí, o qual o prof. Ricardo Salles foi contemplado com um edital PRONEM da FAPERJ para financiar o projeto.     

Blog: Recentemente foi formalizado a "oficialização" do Núcleo de História no polo Cantagalo, inclusive o curso ganhou um importante projeto a ser financiado pela Faperj que acontecerá nas dependências do polo de Cantagalo. O que esse projeto significa para o curso de História EAD da Unirio e quais são as expectativas da Universidade em relação a isso?

Mariana: Essa ideia veio dos alunos e dos tutores do polo Cantagalo. Eu como coordenadora de curso me interessei muito e sempre incentivei até que outros professores (Anderson Oliveira, Claudia Rodrigues e Leila Bianchi) resolveram me ajudar a tocar o projeto. Viemos a Cantagalo, conhecemos o trabalho que os tutores presenciais e os alunos estavam fazendo com a documentação da Igreja Matriz, fizemos reuniões com a direção do polo, membros da prefeitura e nos encantamos com a dedicação e a militância no sentido de salvaguardar a documentação  sobre a região. Então, começamos a trabalhar num projeto para a FAPERJ que pudesse nos ajudar a viabilizar as atividades de preservação de fontes e as atividades no Centro do memória. Foi mais de um ano de trabalho de toda a equipe, mas deu certo. O prof. Anderson encabeçou o projeto e vamos poder dar continuidade ao trabalho. O programa Território e Trabalho da CEAD/UNIRIO também disponibilizará bolsas de IC para 3 alunos de Cantagalo, o que nos ajudará muito.

Blog: Para finalizar, quer enviar algum recado para os alunos?        

Mariana: Acho a EAD uma proposta de educação bastante democrática, dinâmica, mas difícil. Ainda estamos arraigados `a cultura da aula expositiva, da cobrança externa, da nota. Na EAD todas estas questões ficam exacerbadas e fala mais alto a disciplina de estudo. No que compete `a estrutura organizacional, ainda temos que nos estruturar bastante para darmos aos profissionais da EAD melhores condições de trabalho e ensino. De resto, aproveitem porque estar na universidade é uma experiência maravilhosa.
Um abraço a todos,          
Mariana Muaze

terça-feira, 26 de junho de 2012

Entrevista com a Profa. Diretora Leila Leite

Blog de História de Cantagalo entrevista: Profa. Diretora Leila Leite


Blog: A quanto tempo a senhora atua como diretora do polo Cantagalo?

Leila: Atuo como diretora do Polo Cantagalo desde outubro de 2009.

Blog: Como diretora, a senhora é um elemento chave para o bom funcionamento dele como um todo, influenciando no andamento de cada curso aqui oferecido. Como é lidar com essa responsabilidade?

Leila: Ser diretora de um Polo Cederj é um grande desafio. Aqui em Cantagalo temos 5 cursos, cada um com sua especificidade e reunidos num consórcio. É preciso estar bem inteirada do desenvolvimento de cada curso e buscar equilíbrio dentro das propostas pelo consórcio CEDERJ.

Blog: O segundo semestre de 2012 é um período especial para o polo Cantagalo – que comemora 10 anos de existência – e também para o curso de História, que está para formar sua primeira turma. O que a senhora tem a dizer sobre isso?

Leila: Estamos todos muito felizes em poder comemorar estes 10 anos de trabalho, oferecendo ao município e municípios vizinhos uma oportunidade de realização de sonhos e busca de crescimento. Saber que hoje, toda esta região pode contar com o oferecimento de cursos em Universidades Públicas de qualidade é bastante gratificante.

Quanto ao curso de História, é uma alegria ver seus alunos e tutores bastante envolvidos. Os alunos são participativos e estão sempre em contato comigo, o que alegra muito.  A procura pelo curso de História no vestibular é bastante grande.

Blog: Na sua opinião, o que o curso de História tem representado para o nosso polo, para a cidade e mesmo para a região?

Leila: O curso de História trouxe uma atividade nova: a importância da pesquisa. As atividades desenvolvidas vão além da proposta curricular, o que enriquece e dá vida ao curso. Sua primeira proposta extra-curricular foi a criação do Centro de Documentação e Memória e Pesquisa que com suas propostas leva seus alunos e tutores para além da estrutura física do Polo, trazendo a comunidade de Cantagalo para dentro do Polo, dando maior visibilidade ao nosso trabalho e oferecendo à toda a região uma oportunidade de repensar a sua história.

Blog: Quais as expectativas para o futuro do nosso polo?

Leila: Esperamos poder continuar crescendo e oferecer á comunidade maiores oportunidades. Esperamos também, poder continuar com o apoio da Secretaria de Educação e do Poder Executivo para que o desenvolvimento de nossas ações seja facilitado. 

Blog: Quer deixar um recado para os alunos?

Leila: Queridos alunos, agarrem-se com força a esta oportunidade que se abre para vocês, dediquem-se com afinco, participem com entusiasmo das atividades extra oferecidas, realizem seu sonho da forma mais verdadeira possível. Contem sempre com o meu apoio. Um grande abraço para todos vocês.

sábado, 23 de junho de 2012

Entrevista com o professor-tutor Marcelo Fernandes

Blog de História de Cantagalo entrevista: Marcelo Fernandes


Contato: mfpmedievo@yahoo.com.br


Blog: Fale um pouco sobre sua trajetória acadêmica.

Marcelo: Iniciei a minha graduação em História em meados 2005, aluno do curso noturno, pois trabalhava em outra área durante o dia. Em meados de 2007 deixei meu emprego anterior e ingressei no PEM – Programa de Estudos Medievais da UFRJ. Fui bolsista de extensão do projeto Idade Média: Divulgação Científica de agosto daquele ano até outubro de 2008, auxiliando na organização de eventos mensalmente e na biblioteca do PEM, cujo acervo está disponível a qualquer interessado. Em meados de 2008 passei a atuar também como iniciação científica do projeto coletivo Hagiografia e História: um estudo comparativo sobre a santidade, coordenado pela minha orientadora, Andréia Frazão da Silva. Fui bolsista desse projeto de novembro daquele ano até janeiro de 2010. No PEM, soube da existência de um venerável da península itálica do séc. XII, Galgano de Guidotti, que tinha uma semelhança com o mito do rei Artur, o que me motivou a pesquisar o religioso citado, em especial pelo elemento de violência que poderia ser trabalhado. Minha pesquisa na graduação acabou por voltar-se mais sobre o personagem em si, pois ele é quase um desconhecido no Brasil. No mestrado, realizado junto ao Programa de Pós-Graduação em História Comparada (PPGHC/UFRJ), passei a estudar especificamente a violência, com foco em textos jurídico-canônicos, em especial atas conciliares.

Tenho interesse também pelo Ensino de História, apesar de ter somente um artigo apresentado nesse campo. No momento estou voltando a atenção para essa área novamente, estimulado pelo contato com a EaD.

Blog: Desde quando você está trabalhando no Polo Cantagalo, e quais as disciplinas que você está ministrando nesse semestre?

Marcelo: Atuo no Polo Cantagalo de julho de 2011, inicialmente com as disciplinas História Medieval e História e Filosofia, e desde março de 2012 também com a disciplina História e Sociologia.

Blog: Quer mandar um recado para os alunos?

Marcelo: Vocês estão tendo a oportunidade de estudar em uma universidade, e em um curso que muda a visão de mundo da pessoa. Aproveitem cada oportunidade que lhes são apresentadas: tutorias presenciais e à distância; os módulos das disciplinas, os livros da biblioteca do polo e textos que os tutores presenciais disponibilizam, etc. Ressalto também as correções das ADs feitas pelos tutores presenciais, pois são uma boa forma de avaliar o desempenho e ter dicas de que caminho tomar para melhorar. A faculdade é um espaço para o crescimento do aluno: quanto mais ele se empenhar, mais ele aproveitará dela para o resto de sua vida.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Entrevista com a professora-tutora Mariana Penna


Blog de História de Cantagalo entrevista: Mariana Penna


contato: mariana.penna@yahoo.com.br

Blog: Fale um pouco sobre sua trajetória acadêmica:

Mariana: Realizei a graduação e o mestrado em História na Universidade Federal Fluminense (UFF). Minha pesquisa de mestrado foi a respeito de organizações socialistas libertárias no Rio de Janeiro (1985-2009), mais especificamente sobre a atuação desses grupos em movimentos por moradia. Em 2011, iniciei a pós-graduação lato senso em Sociologia Urbana na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Agora, em 2012, comecei o doutorado em História, novamente na UFF, e sou pesquisadora do Núcleo de Investigação Social (NIS), cujo foco é o estudo das tradições libertárias dos movimentos de trabalhadores. Meu objeto de pesquisa atual é o Movimento das Comunidades Populares (1969-2010) e sou orientada pela professora Laura Antunes Maciel.

Blog: Desde quando você está trabalhando no Pólo Cantagalo, e quais as disciplinas que você está ministrando nesse semestre?

Mariana: Comecei a atuar como professora tutora presencial de História da América I e História da América II em finais de agosto de 2011 e permaneço como tutora das mesmas disciplinas.

Blog: Poderia falar um pouco sobre sua experiência profissional na Educação Básica?
Mariana: Sou professora da rede estadual de ensino em Petrópolis e já trabalhei como docente da Prefeitura de Cabo Frio e do Rio de Janeiro, mas pedi exoneração, pois não aguentei. Atuar na rede pública de ensino é algo realmente complicado e é um choque quando saímos da universidade com uma visão demasiadamente romântica. Os problemas são muitos e amplamente conhecidos: indisciplina, baixos salários, desorganização, apatia política. Não acredito que a educação seja redentora da sociedade, mas sim um reflexo dela, e enquanto existir escola privada vai existir escola pública de baixa qualidade. Isso não significa que devemos nos acomodar, acho que é papel do professor se dedicar ao seu trabalho, ter compromisso, respeitar seus alunos e exigir respeito e melhorias no ensino. Professor que, sabendo que não vai ser descontado, falta e se atrasa de maneira injustificada, professor que aprova aluno que não sabe nada para receber bonificações (14º salário, por exemplo), fazem um desserviço à educação, e o pior é que, muitas das vezes, são justamente esses os primeiros a criticarem as greves da categoria.

Blog: Sua pesquisa é sobre movimentos sociais, questão, aliás, que não é apenas seu objeto de estudo, mas algo no qual você atua. Fale um pouco sobre isso:

Mariana: Eu sou ativista desde os quinze anos: passei por coletivos anarquistas, atuei no movimento estudantil e hoje faço parte da Organização Popular, atuando no Movimento dos Trabalhadores Desempregados pela Base. Num passado não muito distante, estudar algo tão próximo era mal visto do ponto de vista científico, mas felizmente são poucos aqueles que hoje defenderiam um discurso de neutralidade e distanciamento absolutos em relação ao objeto de pesquisa. Neutralidade não existe, quem diz não tomar partido defende o status quo. O que existe é ética profissional e compromisso com a verdade. Valendo-me desse princípio, percebo que atuar em movimentos sociais, mais do que um entrave, é na verdade um elemento que contribui para minhas pesquisas, é uma visão de dentro, a partir da experiência cotidiana. Além disso, acho que é necessário retomar os estudos sobre movimentos sociais, algo que tem sido bastante abandonado por sociólogos, historiadores e outros acadêmicos principalmente após o período da “redemocratização”. Os movimentos sociais seguem existindo, mas parece que para muitos eles sumiram da História, seja porque teriam sido absorvidos pelo aparato estatal ou se transformado em ONGs, seja porque simplesmente deixaram se existir. Mas isso não é verdade, muitas lutas contra hegemônicas estão se dando, revelando projetos outros de sociedade que não o dominante, resta à academia atentar para elas.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Entrevista com o professor-tutor Lair Amaro

Blog de História de Cantagalo entrevista: Lair Amaro
contato: lair_amaro@yahoo.com.br 

 
 
 
Blog: Desde quando você está trabalhando no Pólo Cantagalo, e quais as disciplinas você está ministrando nesse semestre?

Lair: Trabalho no Polo Cantagalo desde 2011. Ministro três disciplinas: História e Documento (sobre a definição da matéria-prima do Historiador e sem a qual somos incapazes de produzir conhecimentos sobre o passado e o presente: as "fontes" históricas), Historiografia Contemporânea (sobre as principais correntes historiográficas e os debates atuais em torno da natureza da História) e História e Antropologia (sobre essa disciplina que tem muito a colaborar com nosso ofício). Gostaria de acrescentar que os alunos matriculados nessas disciplinas e que comparecem às tutorias são ótimos. Estar com eles é sempre uma experiência renovadora.

Blog: Fale um pouco sobre sua trajetória acadêmica.

Lair: Quando eu iniciei a graduação em História na UFRJ, meu objetivo era especializar-me em século XIX. Tinha uma predileção sobre essa época. No entanto, deparei-me com uma disciplina que, até então, eu sequer supunha que pudesse existir: Jesus histórico. Ministrada pelo professor Dr. Andre Chevitarese, foi uma gratíssima surpresa e um grande desafio intelectual. Ou seja, analisar aspectos históricos e sociológicos presentes na literatura cristã primitiva, desvestindo-a de todo caráter místico e/ou sobrenatural. As aulas e os textos, surpreendentemente, casavam com minhas concepções sobre Jesus de Nazaré e o movimento por ele liderado. Fui me encontrando e meus interesses voltaram-se no sentido de conhecer mais e mais sobre a questão. Nesse sentido, procurei o professor e pedi que ele me orientasse na monografia. Ele, mesmo sem me conhecer, aceitou prontamente. Dali em diante, além de um orientador, ganhei um amigo e um exemplo a ser seguido. Fato é que ao aderir a essa campo de estudos, minha formação acadêmica tomou um rumo absolutamente imprevisto. Já tive oportunidade de falar em programas de rádio, na televisão, fornecer entrevistas para revistas não-acadêmicas e blogs. Gostaria de ressaltar que consta nos meus planos ministrar uma disciplina eletiva em Cantagalo sobre o Jesus histórico.

Blog: O mercado editorial no Brasil pode ser um lugar difícil para a disponibilização de novas pesquisas. Você atua junto a uma editora, que foi fundada para ser um instrumento que tenta contornar um pouco essa dificuldade. Ela inclusive lançou um livro seu ano passado, fruto de sua pesquisa de mestrado. Isso com certeza é algo especial, principalmente levando em conta que sua pesquisa tinha sido justamente recomendada para a publicação, quando você a defendeu e titulou-se mestre, em 2009. Fale um pouco sobre a atuação dessa editora, e do que se trata o seu livro.

Lair: A editora chama-se Kline, que traz a ideia de compartilhar, dividir. Foi uma ideia brilhante do prof. Chevitarese, que se sentia desconfortável com o seguinte quadro: várias dissertações de mestrado e teses de doutorado de boa qualidade que "morrem" em bibliotecas universitárias sem chegar ao conhecimento de um público maior e interessado. Ademais, o mercado editorial, como o nome já diz, preocupa-se com o que é vendável e permite retorno financeiro no curto prazo. Pensando nisso, o professor Chevitarese convidou alguns orientandos a juntarem-se a ele e formarem uma editora com esse propósito: transformar em livro, dissertações e teses que versassem sobre História das Religiões. Esperamos que, com o tempo, a editora tenha condições de lançar trabalhos em outras áreas, como Sociologia, Antropologia e até História para além da questão religiosa. Meu livro aborda o período de tempo entre a morte de Jesus de Nazaré e o surgimento dos primeiros evangelhos. O que teria acontecido durante essa época? Como as informações sobre o ministério público de Jesus foram transmitidas antes de serem fixadas por escrito? Essas e outras questões são desenvolvidas no livro.

sábado, 31 de março de 2012

Entrevista com a professora tutora Graziela Escocard

Blog de História de Cantagalo entrevista: Graziela Escocard


Blog: Desde quando você está trabalhando no Pólo Cantagalo, e quais as disciplinas você está ministrando nesse semestre?
Graziela: Com muito esforço e empenho todo sábado desde que comecei no 2º semestre de 2009, me desloco de Campos dos Goytacazes - RJ, onde resido para dar tutoria em Cantagalo. Vai completar três anos que estou como professora tutora presencial no polo Cantagalo. É na sala de aula que me realizo como profissional e como ser humano, aprendendo cotidianamente com meus alunos e alunas.
Fui selecionada para atuar na disciplina de Teoria da História e logo depois fiquei responsável por mais duas disciplinas: História Medieval e História Moderna I, ficando sobrecarregada até que em 2011 entraram para nossa equipe de História mais tutores. O que foi muito bom para o enriquecimento do Curso de História, pois dividimos as disciplinas entre a equipe de acordo com as especialidades de cada tutor, pensando em melhorar a estrutura do curso de História oferecido pelo polo Cantagalo, além de retirar a sobrecarga que alguns tutores possuíam. Ocasionando que eu ficasse apenas com as disciplinas Teoria da História e História Moderna I, das quais tenho maior afinidade.

Blog: Fale um pouco sobre sua trajetória acadêmica.

Graziela: Possuo licenciatura plena em História pela Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO e também possuo especialização em Literatura, Memória Cultura e Sociedade pelo Instituto Federal Fluminense - IFF/Campos, no qual tive a oportunidade de atuar como bolsista de Iniciação Científica no Projeto Sociolinguístico da Comunidade Quilombola Conceição do Imbé (Campos dos Goytacazes - RJ): Preservações e Mudanças, financiado pelo CNPq/PIBIC/IFF. Foi com esta experiência que comecei a me interessar por pesquisa histórica. O que me levou a apresentar trabalhos em congressos referentes ao projeto. Neste mesmo período também me tornei membro do Núcleo de Pesquisa em História Regional - NUPEHR, desenvolvido pelo Arquivo Público Municipal de Campos dos Goytacazes - RJ, esse apoio técnico de amigos ligados a mesma área de trabalho me ajuda muito no desenvolvimento de minhas pesquisas.

Blog: Você atua diretamente como historiadora em Campos, cidade ao norte do Estado do Rio de Janeiro. Está, inclusive, atuando em um projeto que tem como tema central a história da cidade. Pode comentar um pouco desse trabalho?

Graziela: Atualmente estou como responsável pelo projeto de reedição do livro: "História da Santa Casa de Misericórdia de Campos dos Goytacazes e seus Provedores", de autoria do historiador Alberto Lamego, que já está em fase de termino.

Também faço parte da equipe de estruturação do Museu de Campos, no momento estou encarregada de fazer a pesquisa história sobre a memória do Solar do Visconde de Araruama, ou seja, do edifício sede do museu.  O que requer muito trabalho, pois o prédio teve vários usos desde o século XVIII, além de diversas reformas. 

Abraços.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Entrevista com a professora-tutora Airan Borges

Blog de História de Cantagalo entrevista: Airan Borges
contato: ead.airanborges@hotmail.com



Blog: Fale um pouco sobre sua trajetória acadêmica.

Airan: Em 2003 iniciei a graduação em História na UFRJ, já no terceiro período comecei a me interessar por História Antiga. O estímulo pela especialização veio de atividades como a monitoria e a iniciação científica, desenvolvidas ao longo daqueles idos de 2004 a 2007. Logo em 2008 iniciei o mestrado no PPGHC, concluído em 2010 e atualmente sou doutoranda no mesmo programa...

Blog: Desde quando você está trabalhando no Pólo Cantagalo, e quais as disciplinas você está ministrando nesse semestre?

Airan: Bem, eu comecei no CEDERJ no segundo semestre de 2009, quando finalizava meus estudos no mestrado. Inicialmente trabalhei com as disciplinas História Antiga e História e Documento. Nesse ano, trabalho com Metodologia da Pesquisa Histórica (sexto período) e História Antiga (segundo período).

Blog: Além da sua atuação como tutora em duas disciplinas, você exerce a função de tutora-coordenadora. Nesse âmbito, quais são suas principais responsabilidades?

Airan: Sou responsável pela parte acadêmica do curso de História no polo. O cargo funciona como um intermediário entre a Coordenação geral do curso e a direção do polo. A proposta é tornar a Unirio mais próxima do corpo discente e, em parte, coordenar as atividades de ensino e pesquisa realizadas no polo (tutorias, jornadas e grupos de estudos).

Blog: Você é uma das pessoas que estão à frente do Centro de Memória, Pesquisa e Documentação de Cantagalo. Como tem sido atuar nesse terreno, desbravando documentos nunca antes trabalhados por historiadores?

Airan: Tem sido um desafio, sem dúvida. Quando eu fazia a graduação em História na UFRJ, conversava com meus colegas de turma sobre a importância de centros de pesquisa e memória como a Biblioteca Nacional, o CPDOC, dentre outros... Quando aceitei o desafio de trabalhar em Cantagalo, nunca imaginei que, em um lugar a aproximadamente 7 horas de distância da cidade do Rio, eu fosse ter a oportunidade de acompanhar tão de perto o processo de organização de um Centro de Memória como o nosso. 
Na verdade, trata-se de um projeto audacioso, ou melhor, um esforço coletivo de um grupo de pessoas e instituições que tem como preocupação fundamental a preservação da memória histórica do município. Nesse sentido, professores tutores presenciais, os coordenadores de disciplinas - que são os professores da UNIRIO, a coordenação do curso de História (professora Dra. Mariana Muaze), em parceria com a direção do polo, professora Leila Silveira Leite e da administração municipal, representada pela sra. secretária de educação do município, professora Maria Lucia Farah Noronha uniram forças para tornar o núcleo uma realidade e criar as condições de possibilidade para que o núcleo existisse fisicamente. 
Os detalhes do núcleo eu deixarei a cargo do professor-tutor João Bosco, um dos grandes entusiastas do projeto. Quero apenas indicar, a título de encerramento dessas palavras que deveriam ser breves, que o núcleo consiste em uma das ramificações da estrutura de pesquisa que projetamos para o polo de Cantagalo. Essa estrutura inclui ainda Grupos de Estudos e um Laboratório de Teoria e Metodologia. Em suma, o Núcleo de História tem como objetivo geral promover no polo CEDERJ-UAB do Município de Cantagalo um espaço de discussão histórica e produção acadêmica através do desenvolvimento de grupos de estudo e pesquisa, além da promoção de cursos de extensão e eventos para a comunidade.


Blog: Mande um recado para os alunos!

Airan: Há quem diga que dedicação é a capacidade de se entregar à realização de um objetivo. É trabalhar com afinco horas e horas ao dia, sacrificar-se sábados e feriados dezenas de vezes, estudar, planejar e trabalhar enquanto alguns descansam. A realização de um sonho depende de dedicação, não acontece gratuitamente. História é dedicação e leitura crítica, não há outro caminho. Eu desejo que todos os estudantes aceitem esse desafio. Contem comigo sempre.